Gestão de resíduos

O algodão orgânico é o material principal dos nossos produtos, sendo uma fibra de origem vegetal, renovável e biodegradável. A destinação final de resíduos têxteis dessa natureza pode ser a reciclagem através de processo químico ou mecânico, ou a compostagem, quando não há mistura com fibras sintéticas no tecido. 

A compostagem é um processo inspirado na natureza, sendo a alternativa adotada pela SAVU para destinação de aproximadamente 75% dos resíduos gerados no corte, considerando o volume de resíduos a cada ciclo de produção e a viabilidade econômica e logística desse modelo para o negócio. O processamento é realizado por uma empresa local especializada em compostagem aeróbica em escala industrial, localizada a poucos metros do nosso endereço, o que favorece uma coleta rápida e de baixa emissão de gases de efeito estufa (GEE), por não haver a necessidade do uso de veículo motorizado para realização da coleta, sendo o transporte realizado através de triciclo.  

 

 

A menor parcela de resíduos, cerca de 25%, é destinada ao upcycling e criação de novos produtos, dada às possibilidades de reutilização e aplicação em produtos para o nicho de cuidados pessoais.

Utilizamos uma metodologia de desenvolvimento de produto baseda na análise das características do resíduo como dimensão e formato, para que haja o máximo de aproveitamento possível do material. Mesmo se tratando de resíduo, lidamos com o algodão orgânico naturalmente colorido como um material de alto valor agregado, e , portanto, seu uso deve ser otimizado para evitar ao máximo o desperdício.

 

 

O fim do ciclo de vida útil do produto

Esse é um dos pontos mais críticos e sensíveis para evoluirmos para uma moda sustentável, o resíduo pós-consumo. Ao invés do ciclo técnico da reciclagem, podemos, mais uma vez, pensar na alternativa do ciclo biológico da compostagem para os produtos produzidos com fibras 100% naturais, já que a reciclagem têxtil demandaria uma complexa operação logística acompanhada de um programa abrangente de logística reversa, uma estratégia difícil de ser implementada, sobretudo por pequenos negócios.

A compostagem caseira, no entanto, pode ser o caminho mais simples e viável para evitar que as roupas sejam destinadas a aterros sanitários. Tecidos sendo transformados em adubo, sem que isso acarrete em custos decorrentes de transporte, mais emissões e prejuízos ao meio ambiente. O processo é simples, sendo a separação das partes desse produto a parte mais importante para um processo bem-sucedido:

1. As fitas elásticas e acessórios plásticos e de metal utilizados nas peças devem ser separados e destinados ao lixo comum porque não são compostáveis, pois são fabricados a partir de materiais sintéticos. Já o botão madrepérola, natural das conchas do mar, pode ser reaproveitado em outras peças de roupas.

2. Remova as linhas e fios de costura, elas possuem fibras sintéticas na sua composição. Use uma tesoura para cortar e facilitar a separação dos itens.

3. Pique o tecido em pequenos pedaços para acelerar o processo de decomposição.

A compostagem pode ser feita em ambiente doméstico de maneira simples junto a outros resíduos orgânicos para se transformar em adubo para as plantas e o solo. O processo de decomposição natural em aterro sanitário pode ocorrer entre 10 e 20 anos, mas se realizada em condições mais favoráveis para aceleração, como através da vermicompostagem ou da compostagem em leiras, o material pode se decompor inteiramente em aproximadamente 3 meses.

O algodão se torna nutriente e volta para a terra, seu local de origem, fechando um ciclo natural e biológico.